Matemática da idade
Vocês já repararam que conforme o tempo vai passando a gente saí por aí "computando" as coisas?
O dia a dia vira um eterno "contar"...
- Quantas vezes você toma água por dia?
- Quantas vezes sente o fogacho durante a noite? E quantas vezes levanta para fazer xixi?
- Já reparou quanto os cabelos brancos multiplicaram em um mês?
- Quantos quilos ganhou ou perdeu nesta semana?
- Quantos já morreram na pandemia? Quando curaram?
- Quantos anos e meses faltam para a aposentadoria?
Será que só acontece comigo? É tanto número, juntando com as senhas do cartão do banco, da internet, do e-mail, das mídias sociais, que embaralha a cabeça! E a gente vai multiplicando, somando, subtraindo, dividindo...
Tem as contas que são mais agradáveis:
- Quantas vezes fui ao cinema? Fui ao teatro este ano?
- Quantos filmes e séries assisti? e livros, quantos eu li?
- Quantos churrascos com amigos?
- Quantas viagens bacanas?
E aquelas que a gente faz por obrigação:
- Quantas prestações do carro faltam?
- Em quantas parcelas vou dividir o seguro?
- Quanto por cento subiu o plano de saúde?
- A inflação voltou? e a cotação do dólar?
Meus balancetes contabilizam tudo, até os pequenos gestos: os beijos das filhas, as piadas sem graça, os cachos floridos das plantas, as latidas do melhor amigo, as vídeo chamadas com a família, os "eu te amo" do marido, os encontros com as amigas...
E por aí vai... os dias passam e vou seguindo assim... é uma contarada sem fim...

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